Sangue na Guelra

Sangue na Guelra 2015

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O acto de cozinhar é tão ancestral como a própria Humanidade, é aquilo que verdadeiramente nos distingue dos animais e pontua a evolução do conhecimento da espécie humana. O Sangue na Guelra reúne múltiplas narrativas apaixonantes em torno da cozinha, dos produtos e das pessoas numa experiência única e memorável. Actualmente, os consumidores, mais do que ‘coisas’ ou produtos, privilegiam as experiências. É isso que o Sangue na Guelra é: uma experiência total, enriquecedora e inesquecível.

Associe-se a ela.

 

Quando | Onde

  • 11 Abril - Simpósio Sangue na Guelra – Auditório Peixe em Lisboa
  • 12 e 13 Abril – Jantares Sangue na Guelra – 1300 Taberna, Chef Nuno Barros, Lx Factory, Lisboa

 

Programa

 

11 Abril – Auditório Peixe em Lisboa

II Simpósio Sangue na Guelra

 

Em 2014 introduzimos o I Simpósio Sangue na Guelra. Na antiga Grécia, um simpósio era uma festa que se realizava depois de um banquete, durante a qual os convivas bebiam e mantinham conversas e diálogos intelectuais. Não podíamos designar de outra forma este encontro, cujo tema é a cozinha, o acto de cozinhar, os produtos, os produtores, os cozinheiros… .. Queremos promover a união entre pessoas que se dedicam a projectos originais e extraordinários, para que partilhem as suas histórias e experiências inspirados. O Simpósio é uma iniciativa aberta a todo o público que participa no Peixe em Lisboa, do qual o Sangue na Guelra se orgulha de fazer parte.

Convidados confirmados:

Nordic Food Lab , Noma, Copenhaga – Investigação científica na gastronomia

Lugar do Olhar Feliz, Alentejo – Maior Pomar de citrinos da Europa

Chef Leonardo Pereira – ex sous-chef do Noma, actual Chef Executivo das Areias do Seixo, Portugal

 

 

12 Abril – 1300 taberna, Lx Factory, Lisbo

Jantar Sangue na Guelra

Oswaldo Oliva – Ex sous chef Mugaritz, 3* Michelin, 6º lugar na lista World 50th Best, San Sebastian

Rafa Costa e Silva –Chef Executivo Lasai, Brasil

Ricardo Chaneton – Sous-chef Mirazur, 2* Michelin, 11º lugar World 50th Best, França

Pastelaria - Marcio Baltazar, Areias do Seixo, Portugal

 

13 Abril – 1300 taberna, Lx Factory, Lisboa

Jantar Sangue na Guelra

 

William Smith – Sous chef Geranium, 2* Michelin, 42º lugar World 50th Best Copenhaga

Sebastian Meyers – Sous chef Chiltern Firehouse, Chef Nuno Mendes, Londres

Frederico Ribeiro – Sous-chef Per Se, 3* Michelin, 30º lugar World 50th Best, Nova Iorque

Pastelaria – Américo dos Santos, Belcanto, Chef José Avillez, 2* Michelin, Lisboa

Chefs

  • Carlos Fernandes

    , Michelin

    Sou o mais novo dos convidados do Sangue na Guelra, trabalho em Tenerife, Espanha, no restaurante M.B. (Martin Berasategui), distinguido com duas estrelas Michelin. Estudei na Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa, trabalhei no Hotel Lapa Palace, parti para Espanha e estou desde 2012 nas Canárias. Recebi com surpresa o convite para fazer parte do Sangue na Guelra e prometo extravagância, técnica e arriscar com muitas ganas! Uma das minhas maiores inspirações é o Francisco Gomes, o convidado de pastelaria da segunda noite deste evento, estamos entre amigos, portanto.

  • Leandro

    Leonardo Pereira

    NOMA, Michelin

    Antes de entrar para a Escola de Hotelaria de Santa Maria da Feira, tudo o que tinha cozinhado foram brincadeiras. Era um puto rebelde, quase fui expulso nas últimas semanas do curso, mas tive a sorte de ser perdoado pelo director, nunca o esquecerei. Sou gerente de cozinha e sous-chef de produtos no Noma, uma incubadora de cultura e ideologia gastronómica. Na Sociedade moderna, a carne ou o peixe não deveriam ser os elementos principais de um prato, pois é um acto irracional e de crueldade para com o planeta.

  • João Alves Oliveira

    The Yeatman, Michelin

    A minha avó e a minha mãe cozinhavam muito bem - e cozinhavam muito em fogão de lenha -, por isso a comida era confeccionada lentamente e ficava com uma textura e sabores completamente diferentes. Mal estava a chegar da escola ou quando acordava de manhã, já sabia o que era o almoço, são várias e boas lembranças desses tempos. Quando tinha uns treze anos, andava a ajudar o meu avô na distribuição de gás. Fazia vários restaurantes e comecei a ver como funcionavam. Depois foi um pequeno passo até ir ajudar cerca de uma ou duas horas num desses restaurantes. O primeiro prato que aprendi a cozinhar foi uma sopa que a minha avó fazia, com base de feijão frade, cebola, batata e carnes fumadas – caseiras, era só esticar o braço. Trabalhar com o chef Ricardo Costa é “top”, muito bom a todos os níveis, desde a aprendizagem às técnicas e aos produtos, tudo. O meu ingrediente de eleição é o marisco e adoro cozinhar peixes. Para comer não sou esquisito, depende do dia e hora que me encontro.

  • Sven

    Sven Wassmer

    FOCUS, Michelin

    A vida é curta demais para se comer comida de merda – esse é o meu lema. A primeira vez que entrei numa cozinha deveria ter uns cinco ou seis anos e o meu trabalho era o de temperar a salada. Anos mais tarde, estudei para chef num hotel em Basileia, na Suíça, mas quem me influenciou para seguir este caminho foram a minha mãe e a minha avó. Trabalho no Focus há um ano e é muito bom porque estamos no mesmo comprimento de onda e existe muita confiança e amizade entre mim e o meu chef. A ideia de cozinha que tenho é a da celebração dos bons produtos e não passo sem marisco e limões. Gosto de cozinhar pratos simples e saborosos e também gosto de os comer dessa forma. Só de pensar no cheiro a morangos e cenouras do jardim da minha avó fico com os sentidos todos alerta.

  • Francisco Gomes

    , Michelin

    Formei-me em Gestão, trabalhei no apoio a empresas, mas o legado familiar falou mais alto. É na Confeitaria Colonial, em Barcelos, que encontro o meu óasis. O espaço foi fundado pelo meu avô, Joaquim Pereira Gomes, na década de 1960 e foi dele que herdei o gosto pelo mundo dos doces. Frequentei feiras, ateliês e cursos de formação na área da pastelaria, aprendi com os melhores – entre eles, Pierre Hermé, apelidado de Picasso da pâtisserie. Desafiaram-me a criar sobremesas relativas ao mar e estou pronto para confirmar que tenho sangue na guelra!

  • JoaoSimoes

    João Simões

    , Michelin

    Cresci na cozinha da minha mãe e das minhas tia. Os cheiros, os produtos, os sabores, a tradição e as receitas de família despertaram-me uma imensa vontade de experimentar e tentar dar aos outros aquela sensação de prazer que eu tantas vezes tinha. Comecei por fazer umas sobremesas mas foi nos salgados que encontrei a minha praia. Fui braço direito do chef Cordeiro e agora ele está a ajudar-me a abrir o meu próprio espaço. Trabalhar com ele exige dedicação, organização, rigidez e principalmente amor ao produto, de preferência português. Os meus ingredientes de eleição são o sal, o alho, o limão e os coentros e adoro cozinhar e comer tudo, mas se tiver que escolher uma coisa, quem me rouba o peixinho português grelhado, rouba tudo. Lembro-me perfeitamente de ser puto e estar sentado a comer talhadas de melancia gigantes, soprar os caroços para o chão e sentir-me o maior felizardo do Mundo.

  • Alessandro

    Alessandro Negrini

    Il Luogo de Aimo e Nadia, Michelin

    Aos 14 anos entrei pela primeira vez numa cozinha. Comecei a fazer pizas, no Verão, num restaurante perto de casa, em Sondrio, mas lembro-me que nem tinha altura para chegar ao forno…Aquilo que cozinhamos é aquilo que gostaríamos de comer, por isso prefiro uma forma leve e fresca de cozinhar. O ingrediente principal para mim é a paixão e o coração, com um pouco de parvoíce! E o meu lema – que a técnica permaneça na cozinha enquanto a emoção chega ao cliente. Não tive quaisquer influências, comecei a estudar nesta área porque vi que teria mais possibilidades para viajar. Trabalho com o Aimo e Nadia há dez anos e é uma grande experiência porque eles são gente simples e educada, como se fossem meus pais. Ensinaram-me o valor do sabor italiano nos nossos pratos, usando apenas os melhores ingredientes. Uma memória relacionada com a comida? Quando pedi a minha mulher em casamento no restaurante do Massimo Bottura.

  • Nacho

    Nacho Baucells

    El Celler De Can Roca, Michelin

    A primeira coisa que aprendi a cozinhar foi um tiramisu. Comecei a trabalhar na cozinha com 18 anos e, no princípio, o que mais gostava era da pastelaria. Passados alguns anos mudei de opinião. Penso que a formação nunca termina, aprendo agora ao lado dos irmãos Roca mas estou agradecido a todos os chefs que tive, aprendi com todos. Tenho muita sorte em fazer parte da equipa do Celler de Can Roca, somos uma grande família. É um local privilegiado para pôr em prática as técnicas mais vanguardistas. A minha ideia de cozinha está perto da tradicional, mas aproveito para viajar e conhecer culturas gastronómicas de outros países. Se tivesse que escolher apenas um ingrediente, escolheria a gamba, uma boa gamba. Gosto de cozinhar para a família e para os amigos e um dos meus defeitos é o gelado. A minha mãe e a minha avó são as minhas grandes referências. Ainda hoje cozinho com elas.

  • Leandro Carreira

    Viajante, Michelin

    O Leo Carreira é um dos grandes talentos da cozinha portuguesa e membro da equipa do Sangue na Guelra. Depois de se ter formado em Portugal, fez-se à estrada. Primeiro, trabalhou vários anos no Mugaritz, em San Sebastian, depois foi o braço-direito de Nuno Mendes, no Viajante, em Londres. E enquanto não abre o seu próprio projeto em Londres, viaja pelo mundo e cozinha nos lugares mais improváveis com os cozinheiros mais incríveis. Na verdade dispensa apresentações.

  • Florian Rühlmann

    Ocean, Michelin

    Comecei a trabalhar numa cozinha aos 16 anos, logo após o 10º ano de escolaridade. Era exatamente isso que eu queria, sempre gostei de cozinhar. A minha avó é a grande responsável por esta paixão pela comida e pela gastronomia. Era uma excelente cozinheira, muito cuidadosa com os produtos e com a sua confecção. Sou de Leipzig, e conheci o Chef Hans Neuner no Hotel Adlon, em Berlim. Tínhamos começado a trabalhar lá os dois e houve uma empatia imediata entre nós: gastávamos de trabalhar juntos, de trocar ideias. Mas, sinceramente, trabalhar com o Hans não é nada fácil! Ele é muito exigente e rigoroso e nunca está satisfeito com o resultado. Passados tantos anos, creio que o entendo perfeitamente, mas é um desafio permanente, uma descoberta constante. E esse processo continua até não quando não estamos a trabalhar e viajamos juntos, para conhecer restaurantes e Chefs de cozinha, produtos, sabores… . Ser cozinheiro é um trabalho muito exigente, mas muito divertido e gratificante. Gosto da cozinha da ‘região’, com os produtos e referências culturais locais. Talvez por isso, o meu produto de eleição seja a sardinha, pois há muita no Algarve! Mas também gosto de cozinhar, e comer, vegetais, todo o tipo de peixes e mexilhões. O elemento mais importante de um prato é sempre o produto, é uma regra muito simples. Adoro o meu trabalho: a comida faz-nos felizes!

Pratos

As maravilhas dos nossos chefs


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